A força do Streaming e o fim da indústria do cinema

Há cerca de 50 anos atrás algo mágico acontecia toda vez que as luzes se apagavam e uma enorme tela branca em formato retangular começava a reproduzir um filme para centenas de pessoas assistirem e se entreterem durante algumas horas. A “Era de Ouro” do cinema americano aconteceu durante os anos 20 aos anos 60 nos Estados Unidos, mas foi durante a década de 70 que o cinema realmente se popularizou, criando um novo conceito em entretenimento e elevando a indústria cinematográfica em um patamar nunca antes alcançado. A cada ano, os cinemas ao redor do mundo arrecadavam milhares de dólares com filmes sendo projetados semanalmente. Realmente a experiência da sala do cinema cativou a maioria das pessoas, que aguardavam ansiosas a estréia de novos filmes com grandes astros de Hollywood, junto com sucessos de bilheteria.

Mesmo com a chegada da televisão, do VHS, do DVD e da pirataria, nada disso foi suficiente para derrubar os lucros dos cinemas, pois que os mesmos estavam sempre inovando e buscando novas maneiras de atender o público, seja com a implementação da tecnologia 3D em diversos filmes, as poltronas mais confortáveis, melhor áudio, melhor imagem, a tela maior, enfim, melhorando a experiência em um todo. Mas o que os cinemas não esperavam era a chegada de uma tecnologia mais barata e com um potencial enorme de penetração: O Streaming de Vídeo. O que poderia ter beneficiado os cinemas, acabou por sepultar de vez a indústria cinematográfica e o grande percussor deste ‘movimento’ foi a gigante Net-flix, que não fez por menos. Tomou a liderança, pois sabia do lado negativo dos cinemas: o enorme aparato industrial e tecnológico que todos precisam para se manter.

Infelizmente, a forma de consumir cinema nunca mais será a mesma, ainda mais com toda a problemática da pandemia do Covid-19, levando os cinemas do mundo inteiro a fecharem suas salas e reduzirem a capacidade de pessoas por conta do alto grau de contágio em um ambiente fechado e pouco ventilado. Muitos cinéfilos se tornaram órfãos da noite para o dia, pois que para eles não tem muita graça em assistir certos filmes em casa, na Televisão. A magia do cinema é sim a tela grande, a imersão, o som e imagem. Aquela sensação de entrar no filme. Tudo isso somado faz uma baita diferença que o streaming por si só, não consegue “entregar”.

Possivelmente o cinema como conhecemos vai acabar. A nova indústria cinematográfica passará por mudanças drásticas nos próximos anos e veremos muitas cadeias de cinemas famosos desaparecerem. Antigamente novos filmes levavam até três anos para sair do cinema e chegar à programação da televisão. Quando veio a época das fitas em VHS e a popularização das locadoras, os filmes eram disponíveis dentro de um ano. Agora com o formato digital e streaming, esse intervalo passou para três meses. É ou não é impressionante? Existem filmes que nem sequer vão para o cinema. Eles já são produzidos para streaming, como é o caso excepcional de O Irlandês que conseguiu ser um sucesso na Net-flix e concorrer ao Oscar. Os grandes estúdios tais como Warner e Universal já estão se reinventando para esta nova era. O streaming, com um mercado cada vez mais monstruoso, caminha a passos largos. De acordo com a consultoria Grand View Research a previsão é que esse modelo vai movimentar 184,2 bilhões de dólares até 2027.

Texto escrito por: Felipe Oliveira (Consultor de Comunicação e Marketing –  Oliveiras Consultoria & Marketing)

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