FACEAPP: OS PERIGOS ESCONDIDOS NESTE APLICATIVO

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Nestas últimas semanas você deve ter se deparado com notícias ou até mesmo imagens em redes sociais, um tanto cômicas de seus familiares, amigos e celebridades como uma nova versão no sexo oposto. Muitos entraram nessa brincadeira novamente utilizando o FaceApp, que viralizou recentemente com o filtro de “mudança de gênero”. Desenvolvido pela empresa russa Wireless Lab, esse aplicativo está dando o que falar pela segunda vez. No ano passado, quando o app bombou com seu filtro de envelhecimento, uma série de questões envolvendo a privacidade de seus usuários foram identificadas. Naquele momento a empresa esclareceu que os mesmos poderiam solicitar a remoção de dados da nuvem a qualquer hora, mas na realidade a história muda de sentido.

Especialistas em tecnologia alertam para os riscos de usar o aplicativo, pois o editor tem uma política de privacidade padronizada e não oferece efetivamente nenhuma proteção. A empresa declarou que utiliza “ferramentas de análise de terceiros” para auxiliar a medir o tráfego e as tendências de uso do serviço. O perigo real está justamente nesta análise de terceiros, pois que ao aceitar os termos de utilização do app, dados pessoais tais como fotos e outras informações são redirecionadas para empresas terceiras e armazenados em milhares de banco de dados. O app utiliza a tecnologia avançada de reconhecimento facial, que está muito difundida nos dias de hoje, inclusive para autenticação como senhas por meio de dispositivos pessoais. Este mesmo reconhecimento facial do usuário estará disponível a todos e pode acabar sendo usado tanto para o bem quanto para o mal.

Acredite se quiser, mas até mesmo o F.B.I (Departamento Federal de Investigação dos Estados Unido) chegou a investigar o aplicativo após uma nota do senador norte-americano Chuck Schumer. Em uma carta endereçada a ele, o FBI disse que “considera qualquer aplicativo móvel ou produto similar desenvolvido na Rússia, como o FaceApp, uma ameaça potencial de contrainteligência”. Tudo isso aconteceu em dezembro de 2019.

Seguramente toda esta discussão vai longe. Usuários das principais redes sociais tais como Facebook e Instagram, também são “alvos” da tecnologia de reconhecimento facial, pois que estas duas plataformas utilizam este recurso para identificação de seus usuários. A dica aqui é ter muita cautela com suas informações na Internet de modo geral. Seja utilizando aplicativos, redes sociais, streaming e etc. Sempre leia atentamente os termos de utilização e preserve o direito da sua imagem na Web. Afinal, algumas licenças de uso são tão flexíveis e inseguras que os desenvolvedores podem alegar que você deu permissão para que eles enviem os dados para onde e quem eles quiserem.

Texto escrito por: Felipe Oliveira (Consultor de Comunicação e Marketing – Oliveiras Consultoria & Marketing)

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