‘DEEPFAKE’ E OS RISCOS DA MANIPULAÇÃO DA FACE HUMANA ATRAVÉS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

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Andam circulando pela Internet vários vídeos e registros em filme, de uma tecnologia denominada ‘Deep Fake’. Em português pode ser traduzido para algo do tipo profundo falso ou profundamente falso. Para você que ainda não está a par desta onda tecnológica, o Deep Fake é uma ferramenta que permite a edição e manipulação da face humana utilizando-se de recursos de Inteligência Artificial e outras técnicas avançadas de programação para produzir rostos de qualquer pessoa, inclusive celebridades em vídeos, com movimentos labiais, expressões faciais sincronizadas e outro detalhes, sendo bem impressionantes aos olhos dos expectadores.

A tecnologia é capaz de gerar identidades falsas criadas com o deep learning (aprendizagem profunda, por meio de grande quantidade de dados), combinada a uma técnica de síntese de imagem humana baseada em rostos e expressões. Todas essas junções transformam imagens e fotos pré-digitalizadas em vídeos de uma forma bem convincente. Quando me deparei com um destes vídeos, me lembrei daquele filme famoso de ação / ficção ‘A Outra Face – Face Off’ (1998). Nele os protagonistas trocam de rostos, literalmente, por meio de um processo cirúrgico avançado da época que faz com que o agente do FBl, interpretado pelo ator John Travolta, troque de rosto com o ator Nicholas Cage, que interpreta um criminoso terrorista, a fim de se infiltrar na gangue e obter informações valiosas a respeito de uma bomba que está programada para explodir em determinado local onde a historia acontece. Se pudéssemos voltar no tempo e apresentar a ferramenta Deep Fake para os produtores do filme, eles sem duvida alguma, ficariam de boca aberta, pois que os vídeos disponíveis na Internet com algumas brincadeiras de usuários, realmente chegam a assustar, pelo tamanho poder da ferramenta. Inclusive, em uma destas brincadeiras selecionaram uma cena do filme ‘O Exterminador do Futuro 2 – Terminator II’ onde o ator principal Arnold Schwarzenneger entra em um bar para conseguir roupas, e trocaram o rosto dele pelo do ator Sylvester Stalonne. A edição final ficou surpreendente, por não transparecer falhas. Quer dizer, existe apenas uma falha aparente em quase todos os vídeos Deep Fake que circulam na rede e que pude assistir: os protagonistas quase não piscam os olhos.

A grande problemática desta tecnologia é a respeito de utilizá-la para o mal. Infelizmente após o lançamento de apps capazes de automatizar o processo de manipulação e edição, surgiram dezenas de vídeos adultos “estrelados” por atrizes e artistas como Gal Gadot, Taylor Swift, Selena Gomez, etc. Artistas, atrizes, e nomes que, obviamente, não fazem filmes deste gênero. É importante salientar que a Internet e a indústria do entretenimento declararam guerra contra o Deep Fake, inclusive taxando os usuários que criam os vídeos falsos e os que os compartilham como criminosos, e o ato em si já é tratado em muitos lugares como crime digital, inclusive no Brasil. Outra questão que está sendo levada muito em consideração é a respeito de partidos políticos que, propensos ou não a apelar para o Deep Fake, podem prejudicar adversários em campanhas eleitorais, além de gente maldosa que queira utilizar a ferramenta para denegrir a imagem e caráter de outros cidadãos comuns. Pode ser inclusive, inevitável no futuro.

Para concluir, acredito que toda tecnologia hoje disponível para os seres humanos deve ser utilizada para o bem. Para ajudar o planeta, para ajudar os mais necessitados, e logicamente para ajudar a evolução da nossa espécie. Porém, a melhor atitude a fazer perante as ferramentas que estão surgindo, como é o caso do Deep Fake, é evitar o compartilhamento massivo de vídeos pessoais com gente que você não interage, ou não conhece. É bom também se precaver e não hospedar vídeos pessoais em redes sociais de forma pública. Tudo o que você puder fazer para dificultar o trabalho de algum especialista em manipulação e edição de vídeos será para sua total segurança. Lembre-se que a Internet é um terreno onde as leis ainda não estão 100% regulamentadas, e se caso você for vítima de algum hacker, colete todas as informações necessárias e procure as autoridades imediatamente.

Texto escrito por: Felipe Oliveira (Consultor de Comunicação e Marketing – Oliveiras Consultoria & Marketing)

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