Criptomoedas e o futuro da economia internacional

bitcoin

Primeiramente é muito importante entender o que na verdade são as tais ‘criptomoedas’. Segundo o site Wikipedia, uma criptomoeda é um meio de troca descentralizado que utiliza tecnologia de blockchain e da criptografia para assegurar a validade das transações e a criação de novas unidades da moeda. O Bitcoin, a primeira criptomoeda descentralizada, foi criado em 2009 por um usuário que usou o pseudônimo Satoshi Nakamoto. Mas o que mudou de lá pra cá? A moeda digital vem evoluindo de uma forma constante e até o Facebook anunciou oficialmente nesta semana a Libra, sua própria criptomoeda.

 

Para alguns céticos, a moeda digital é ainda um ponto de interrogação, pois que a mesma não é como a moeda real. Para outros, tais como o bilionário Warren Buffet, o mercado de bitcoins não passa de uma “bolha real”. Considerado um dos melhores investidores do mundo, ele declarou que “é bem provável que a bolha bitcoin não termine bem”. Mas por que ele disse essa afirmação? Será que os investidores em criptomoedas estão mesmo correndo risco? Temos que entender melhor o que está acontecendo com a economia global.

 

Dados retirados do site Empiricus, no começo do ano passado afirmam que hoje a dívida global ultrapassa os 233 trilhões de dólares, o que corresponde a mais de 300% do PIB mundial, sendo que aproximadamente 11 trilhões de dólares estão rodando a juros negativos – ou seja, desconsideradas situações especiais, o investidor que aposta neste mercado, está aceitando a princípio ter um retorno negativo, certo? Repare o nível que estamos. Isso não pode estar relacionado a um sistema financeiro saudável, não é verdade? O que foge a regra para algumas pessoas é que, em alguma medida, o sentimento de descrença perante as criptomoedas resulta justamente da desconfiança do sistema financeiro tradicional que atualmente está endividado e que foi assumido por parte da maioria dos países do mundo. Realmente, na minha humilde opinião, não acredito que a moeda digital possa ser a salvação da economia global. Por mais que ela tenha toda a sofisticação da tecnologia blockchain e criptografia avançada, nós sabemos que no âmbito da Internet, tudo pode ser invadido por hackers, através de recursos ainda mais avançados, e que estes especialistas em computação cibernética sabem muito bem, até onde podem chegar. Aplicativos mensageiros tais como WhatsApp e Telegram juram de pés juntos que são imunes a ataques e que tudo o que é relatado em conversas de seus usuários dentro dos apps são criptografados e armazenados com total segurança. Mas não é isso que está acontecendo. Juízes e autoridades brasileiras tiveram suas conversas expostas por hackers, o que denegriu e manchou de forma negativa a credibilidade deles, e mostrou que esses apps de mensagens não são tão seguros quanto parecem. Redes sociais constantemente são alvos, celebridades, artistas e até instituições financeiras tem sofrido com ataques. Com tudo isso em voga, eu te pergunto, será mesmo que a moeda digital é segura? Imagine você investindo o seu patrimônio em bitcoins e da noite para o dia, sua conta some, sem nenhuma explicação? Sinceramente, eu não “pago para ver”.

 

Acredito que esse assunto ainda vai dar muito “pano para manga”, principalmente agora com a entrada do Facebook nesse mercado e a criação de sua moeda digital ‘Libra’. A ideia inicial de Mark Zuckerberg é de transformar o WhatsApp, Instagram e o próprio Facebook em dispositivos que aceitam pagamentos digitais através de leitores do tipo QR Code e promete popularizar as transações com criptomoedas. Para alguns foi uma jogada um tanto ousada do CEO, mas ele não está sozinho nessa. Outras gigantes da tecnologia como Visa, Mastercard, Uber e PayPal também se uniram para criar a Libra Association, organização sem fins lucrativos que será responsável pela administração e implementação da moeda. Bom, será preciso acompanhar o desenrolar deste projeto e também no decorrer deste mercado ‘revolucionário’ para realmente termos certeza se valerá à pena ou não apostar nas criptomoedas.

 

Texto escrito por: Felipe Oliveira (Consultor de Comunicação e Marketing – Oliveiras Consultoria & Marketing)

 

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