O ‘boom’ dos aplicativos de entregas de comida

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‘iFood’, ‘Rappi’, ‘UberEats’, etc. Alguém aqui já pediu comida através destes aplicativos de entregas? Tenho certeza que sim. Esta tendência veio para ficar e já estamos nos familiarizando com estas empresas que trouxeram este novo conceito, de que é mais fácil e rápido pedir comida através dos aplicativos do que cozinhar. Vamos começar com o exemplo do app iFood. Segundo dados da Internet, o aplicativo está presente em 483 cidades no Brasil e faz 14,1 milhões de entregas por mês — ou cerca de 470 mil pedidos diários. É o maior aplicativo de entregas da América Latina e recentemente mudou de endereço. Agora o novo escritório, inaugurado em meados de 2018, fica em um espaço de 12 mil metros quadrados em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. Com toda esta estrutura, o iFood tem deixado para trás a concorrência. A empresa é 16 vezes maior que a segunda colocada no Brasil, o Uber Eats, e afirma que já vale mais de 1 bilhão de dólares. Mesmo com o mercado aquecido, o maior concorrente do iFood continua sendo, acredite se quiser, o fogão. O intuito de todos estes apps de entregas de comida é de que as pessoas parem de cozinhar. Ao solicitar o serviço de delivery cada vez mais, as pessoas terão mais tempo para realizar outras atividades, talvez mais importantes, no ponto de vista dos aplicativos. Sabemos que cozinhar toma um tempo muito grande, mas por um lado, também devemos pensar no consumo exagerado que a população está confinada. Uma pesquisa realizada em 2016 pelo iFood junto ao IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) entrevistou mais de 1.800 pessoas de diversas cidades e constatou que 56% dos entrevistados consomem comida de delivery toda semana. Destes, 14% realizam pedidos mais de duas vezes e 18% pedem em média duas vezes na semana. Os horários de maior pedido são o jantar no final de semana, que compõe 67% dos pedidos, seguido de jantar durante a semana e o almoço aos sábados e domingos.

Outra polêmica envolvendo estes apps de entregas de comidas é a respeito dos motociclistas que prestam serviços para essas companhias. No ano passado, o Grupo de iFood foi multado em R$ 1 milhão por desrespeito as leis trabalhistas. Foi feita uma análise pelos fiscais do Ministério do Trabalho a situação de 675 trabalhadores. Entre as irregularidades estão a falta de registro na carteira dos motociclistas e o não recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Segundo o auditor fiscal Sérgio Aoki, que coordenou a investigação, um elemento que configura o vínculo empregatício é a subordinação, evidenciada pelo sistema de avaliação de motoristas. A Rappido (Grupo de iFood), afirmou que tomou conhecimento da multa e que “exerce suas atividades de acordo com a legislação brasileira aplicável e que opera conectando prestadores de serviço de entrega a usuários, sendo um complemento a renda de motociclistas autônomos”. Realmente, no meu ponto de vista, esta discussão ainda vai dar muito o que falar.

Uma coisa é certa. Estamos vivendo um ápice de tecnologia e mudanças bastante profundas de paradigmas. Nestes tempos de revolução tecnológica, a sociedade, a cada dia que passa, se vê mais e mais ‘escrava’ das tendências tecnológicas, onde buscam rapidez, conforto, segurança, praticidade, etc. Mas até que ponto a sociedade está disposta a pagar o ‘preço’ de todos estes benefícios? Albert Einstein disse uma vez: “Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade”.

Texto escrito por: Felipe Oliveira (Consultor de Comunicação e Marketing – Oliveiras Consultoria & Marketing)

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