Como podemos minimizar o problema das ‘Fake News’?

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Sem dúvida, um dos maiores problemas que a sociedade moderna está atualmente enfrentando na utilização das novas tecnologias aliadas à Internet, são as ‘Fake News’. É bem provável que você já deva ter sido vítima. Por mais cético(a) ou incrédulo(a) que possa ser, para algum determinado assunto, você pode ter caído ‘feito um patinho’ em alguma notícia falsa ou boato. Seja nas principais redes sociais (Facebook, Instagram, Linkedin, Twitter) ou em aplicativos mensageiros (Whatsapp, Messenger, Hangouts, etc), estamos sempre em contato com esse tipo de informação inválida, que muita das vezes é deturpada e nociva. Desde de casos de acidentes, falecimentos de artistas, celebridades ou personalidades que na verdade não se acidentaram ou morreram, até mesmo notícias envolvendo escândalos na política, no governo, esporte, entretenimento, e etc. E o maior problema disso tudo é compartilhar tais notícias falsas com os seus amigos, familiares, colegas de trabalho, sem ao menos identificar a fonte e se realmente é uma noticia verdadeira. As ‘Fake News’ estão causando uma série de problemas e confusões em diversos países, tendo inclusive afetado e muito, uma das maiores redes sociais do mundo, o Facebook. Com o escândalo do vazamento de informações e dados pessoais de usuários, também se identificou a utilização de ‘Fake News’ para favorecer candidatos ao posto de presidência em países de primeiro mundo, entre outros favorecimentos inválidos, no meu ponto de vista. E como podemos fazer para minimizar essa problemática?

Antigamente, antes mesmo do advento da Internet, a grande maioria das pessoas consumia notícias pelos jornais, revistas, rádios e a televisão. Quem aqui não ficava ansioso(a) ao ouvir o famoso ‘jingle’ do Jornal Nacional? Naquele momento, era, talvez o maior referencial que tínhamos para formar uma opinião a respeito das notícias que estavam sendo reportadas. Mas será que mesmo naquela época já não existiam as ‘Fake News’? Sabemos que o modelo tradicional de jornalismo também é falho. Alguém se lembra do Caso da ‘Escola Base’? A imprensa destruiu a vida dos envolvidos em um dos maiores erros da sua história. Foi no ano de 1994, quando os donos de uma escola infantil foram acusados de abuso sexual de crianças, virando a atração principal nos programas de TV, capas de revistas e jornais. Meses depois ficou provado que eles eram inocentes. O processo foi arquivado, mas o estrago estava feito. Para não repetir casos como o da Escola Base, e minimizar o problema das ‘Fake News’, a imprensa precisa reforçar as fontes de informação com uma apuração competente. É importante também desconfiar das versões oficiais e ter máxima isenção possível. O repórter deve ter em mente que o seu trabalho não é o de julgar ou condenar alguém, por mais que em algumas situações possa ser tentador. O jornalista com um microfone ou uma caneta na mão tem uma arma que pode servir tanto para construir como para destruir vidas. E as empresas de notícias precisam continuar esclarecendo e divulgando seus propósitos de maneira ética e transparente. Os consumidores de notícias também devem fazer a sua parte, para que não seja propagada a divulgação de notícias falsas prejudicando pessoas e empresas. O próprio Facebook desenvolveu um recurso para atuar contra as ‘Fake News’, permitindo que os usuários identifiquem tais notícias e denunciem imediatamente. Todo esforço é válido para combater esse mau que assola o nosso dia a dia. Para concluir, uma frase de Gabriel Garcia Márquez: “A ética deve acompanhar sempre o jornalismo, como o zumbido acompanha o besouro”.

Texto escrito por: Felipe Oliveira (Consultor de Comunicação e Marketing – Oliveiras Consultoria & Marketing)

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