Black Mirror e o Retrato da Sociedade Moderna

imagem-bm

Se você atua nas áreas de engenharia, tecnologia, design, vendas, comunicação, marketing, recursos humanos, administração, saúde, direito e negócios, já deve ter ouvido falar, ou até mesmo assistido a um dos episódios desta polêmica e perturbadora série. Transmitida pela primeira vez na emissora Channel 4, no Reino Unido, em dezembro de 2011, rapidamente recebeu aclamação da crítica e aumento de interesse internacionalmente, sendo comprada pela Netflix em 2015. A série é uma antologia de episódios e temas obscuros que satirizam e examinam a sociedade moderna, sempre com histórias e atores diferentes, abordando aspectos possíveis e influências negativas da tecnologia na vida de cada um.

Desenvolvida por Charlie Brooker, que disse que se tratando do conteúdo e da estrutura da série, “cada episódio tem um elenco diferente, um cenário diferente, até mesmo uma realidade diferente”. Ao assistirmos alguns episódios, temos uma visão inacreditável de como as novas tecnologias podem ser um desastre para as pessoas, se não forem utilizadas de uma maneira correta, com muito bom senso e discernimento. E o que mais chama atenção na série, é que algumas das tecnologias já estão em uso nos dias atuais, e conseguimos fazer um paralelo de como as mesmas estão nos afetando. Temos como exemplo o episódio “Nosedive” (Queda Livre), em que a personagem Lacie, uma jovem bonita e de bom nível social, cultiva relações falsas, onde pessoas classificam suas interações realizadas de forma pessoalmente e online, em uma escala de cinco estrelas. A obsessão dela em obter uma escala maior do que já possui a leva ao fundo do poço literalmente. Outro episódio que causou grande controvérsia foi o de “Crocodile”, onde o passado cruel de uma arquiteta famosa volta para assombrá-la, enquanto uma funcionária de uma empresa de seguros interroga pessoas sobre um acidente com uma máquina de memória. Em “Arkangel”, uma mulher investe em um dispositivo móvel que lhe dá permissão de acompanhar sua filha, desde os primeiros anos de vida e em todos os momentos, inclusive gravando e registrando todos os seus passos.

O que todos estes episódios da série Black Mirror tem para nos ensinar? Muitas lições, reflexões, lembranças, ideias e novos pensamentos. Até incluiria, novos julgamentos. Sabemos que são histórias e nada daquilo é verdade. Mas é um “faz de conta” muito bem produzido, diga-se de passagem, e que “vende” a ideia de que dia após dia, as tecnologias estão mais próximas e mudando drasticamente a maneira como nos relacionamos e vivemos. Saber distinguir o que é bom do que é prejudicial sempre será uma grande atitude por parte das pessoas ao utilizarem a tecnologia a favor delas próprias e também dos outros. O indivíduo sabe que mesmo com todas as mudanças que estão ocorrendo, é preciso se manter atento, ao que realmente traz benefícios a todos. O progresso é inevitável e as tecnologias estão provando isso. Mas nem todos estão dispostos a relacionar a tecnologia ao bem da população. Por isso, para concluir, faço das palavras de George Bernard Shaw, minhas palavras: “É impossível progredir sem mudança, e aqueles que não mudam suas mentes não podem mudar nada”.

Texto escrito por: Felipe Oliveira (Consultor de Comunicação e Marketing – Oliveiras Consultoria & Marketing)

Anúncios